5 Benefícios do exercício para pessoas com diabetes

A diabetes é uma doença metabólica que se caracteriza por um aumento anormal dos níveis de glicose no sangue, devido a problemas na produção ou ação da insulina, uma hormona produzida pelo pâncreas e que tem como principal função regular os níveis de açúcar no organismo.

É comum pensar que pessoas com diabetes não devem praticar exercício físico devido ao risco de surgir uma hipoglicemia durante a atividade. Porém, praticado com orientação profissional e acompanhamento médico (monitorização de níveis de insulina e glicose), o exercício físico pode ser bastante benéfico para quem tem diabetes.
A prática regular de exercício físico, em especial os exercícios aeróbios:

  1. Diminui os níveis de glicose no sangue;
  2. Estimula a produção de insulina;
  3. Aumenta a sensibilidade celular à insulina;
  4. Aumenta a capacidade de captação de glicose pelos músculos;
  5. Diminui a gordura corporal, a qual está relacionada à diabetes tipo 2.

A quantidade ideal de exercícios varia e deve respeitar as condições físicas e a presença de complicações decorrentes da doença, através de uma avaliação médica.
De um modo geral, o exercício deve contemplar várias capacidades físicas e deve ser realizado sempre com supervisão de um técnico:

  1. Exercícios aeróbios (corrida, natação e ciclismo) - a recomendação médica é realizar o total de 150 minutos/semana, com intensidade moderada.
  2. Treino de musculação – Duas a três vezes por semana, de 30 minutos cada, dando mais importância aos grandes grupos musculares.

Antes de iniciar qualquer programa de atividade física deve ser realizada uma avaliação, fundamental para detetar complicações decorrentes da diabetes e estabelecer alguns limites, de forma a não colocar em risco a integridade física do praticante.



Quais os tipos de Diabetes que existem?
A diabetes pode ser classificada em dois principais tipos:



Tipo 1 (Diabetes Insulinodependente)
É mais rara. O pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente ou em quantidade deficiente ou ambas as situações. Como resultado, as células do organismo não conseguem absorver, do sangue, o açúcar necessário, ainda que o seu nível se mantenha elevado e seja expelido para a urina.
A diabetes tipo 1 aparece com maior frequência nas crianças e nos jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos.
Não está diretamente relacionada, como no caso da diabetes tipo 2, com hábitos de vida ou de alimentação errados, mas sim com a manifesta falta de insulina. Os doentes necessitam de uma terapêutica com insulina para toda a vida, porque o pâncreas deixa de a produzir, devendo ser acompanhado pelo médico e outros profissionais de saúde.

Tipo 2 (Diabetes não Insulinodependentes)
É a mais frequente (90 por cento dos casos).
O pâncreas produz insulina, mas as células do organismo oferecem resistência à ação da insulina. O pâncreas vê-se, assim, obrigado a trabalhar cada vez mais, até que a insulina produzida se torna insuficiente e o organismo tem cada vez mais dificuldade em absorver o açúcar proveniente dos alimentos.
Contrariamente à diabetes tipo 1, a diabetes tipo 2 aparece normalmente na idade adulta e o seu tratamento, na maioria dos casos, consiste na adoção de uma dieta alimentar, por forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se também a atividade física regular.

Diabetes Gestacional
Surge durante a gravidez e desaparece, habitualmente, quando concluído o período de gestação. No entanto, é fundamental que as gravidas diabéticas tomem medidas de precaução para evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde no seu organismo.
Uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes.



Quais os principais sintomas da Diabetes?
Todas as pessoas em risco devem fazer análises. Quando já tem valores muito elevados, manifesta-se:
Nos adultos – A diabetes é, geralmente, do tipo 2 e manifesta-se através dos seguintes sintomas:

  • Urinar em grande quantidade e muitas vezes, especialmente durante a noite;
  • Sede constante e intensa;
  • Fome constante e difícil de saciar;
  • Fadiga;
  • Comichão no corpo, designadamente nos órgãos genitais;
  • Visão turva.

Nas crianças e jovens
A diabetes é quase sempre do tipo 1 e aparece de maneira súbita, sendo os sintomas muito nítidos. Entre eles encontram-se:

  • Urinar muito, podendo voltar a urinar na cama;
  • Ter muita sede;
  • Emagrecer rapidamente;
  • Grande fadiga, associada a dores musculares intensas;
  • Comer muito sem nada aproveitar;
  • Dores de cabeça, náuseas e vómitos.

Os sintomas surgem com maior intensidade quando a glicémia está muito elevada. E, nestes casos, podem já existir complicações (na visão, por exemplo) quando se deteta a doença.





Referências bibliográficas

  • Direcção Geral de saúde.  Dignóstico e Classificação da Daibetes Mellitus. Norma 002/2011.
  • Direcção Geral de Saúde. Diagnóstico e Conduta na Diabetes Gestacional. Norma 007/2011.
  • Hastings M.K., Gelber J.R., Isaac E.J., Bohnert K.L., Strube M.J., Sinacore D.R. Foot progression angle and medial loading in individuals with diabetes mellitus, peripheral neuropathy, and a foot ulcer. Elsevier . 2010, Vol. 32.
  • Sanz C., Gautier J. F., Hanaire H. Physical exercise for the prevention and treatment of type 2 diabetes. Elsevier. 2010, Vol. 5.
  • Sinclair A.J., Paolisso G., Castro M., Bourdel-Marchasson I., Gadsby R., Rodriguez Mañas L. European Diabetes Working Party for Older People 2011 Clinical Guidelines for Type 2 Diabetes Mellitus. Executive Summary A Report of the European Diabetes Working Party for Older People (EDWPOP) Revision Group on Clinical Practice Guidelines for Type 2. Elsevier. 2011, Vol. 37.
  • World Health Organization and International Diabetes Federation. Definition and Diagnosis of diabetes mellitus and intermediate hyperglycemia. 2006.


Tiago Tomaz

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