Mitos do Fitness

Conheça os mitos do fitness! Se treinar em jejum, perco mais peso? Descubra se é um mito ou realidade.

Veja os 15 mitos do Fitness

1 - Se as mulheres fizerem muita musculação, ficam com o corpo muito masculino.
As mulheres produzem entre 10 a 30 vezes menos testoesterona (hormona anabolizante) que um homem e mesmo alguns homens que treinam bastante, têm alguma dificuldade para ganhar massa muscular. Por isso, a não ser que tenha um problema hormonal grave, não corre esse risco.

2 - Se as crianças exercitarem com muito peso, páram de crescer.
O crescimento dos ossos dá-se pela cartilagem de conjugação que só é afetada em caso de impacto violento (como em acidentes de viação) ou doença crónica. Vários estudos apontam os exercícios com cargas (musculação) como um estímulo importante para o crescimento ósseo.

3 - Se fizer muitos “abdominais” vou “perder barriga”.
O músculo abdominal, como qualquer outro, se for muito estimulado (exercitado) ele cresce (hipertrofia). Isso resulta num aumento do perímetro abdominal. Geralmente, o que se quer com a “perda da barriga” é a diminuição do perímetro abdominal que se consegue através da ativação do Abdominal Transverso (TVA) e diminuição da gordura localizada.

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4 - Se não sentir dores musculares o treino não foi eficaz.
Nem todos os tipos de treino produzem dores musculares após o treino (DOMS). Geralmente, estes sintomas associam-se às fases iniciais de treino, quando se alteram os hábitos e rotinas de treino. Deixam de ser normais se acontecerem com muita regularidade. Podem indicar excesso de intensidade.

5 - Quanto mais tempo passar no ginásio, mais resultados vou ter.
O tempo de treino não é diretamente proporcional aos resultados. Quando excedemos a hora de treino, o nosso corpo começa a produzir cortisol (hormona catabólica) que destroi os músculos em vez que os estimular. Este efeito pode ser contraproducente para os resultados esperados.

6 - Quanto mais volume muscular tiver, mais força tenho.
A força tem relação com o sistema nervoso e requer um treino específico para recrutar a massa muscular o mais rápido possível de forma coordenada. O facto de termos um grande volume muscular não quer dizer que o recrutemos rapidamente de forma eficaz.

7 - Quando treino, transformo a gordura em músculo.
O tecido muscular e o tecido adiposo (gordura) são completamente distintos e não são mutáveis um no outro. O que pode acontecer é a diminuição da gordura e o aumento da massa muscular, com o estímulo certo. Alguns tipos de treino até podem potenciar os dois processos em simultâneo.

8 - O meu treino já resultou uma vez, por isso nunca mudo. Faço sempre o mesmo.
O corpo humano adapta-se com alguma facilidade aos estímulos apresentados e isso faz com que os resultados apareçam, mas também por essa razão, é necessário variar o estímulo para ter novas adaptações. Se não fizermos ciclos de treino variados, o corpo não tem razões para se adaptar e os resultados estagnam.

9 - Se fizer treino cardiovascular não ganho massa muscular.
O treino cardiovascular pode dificultar a hipertrofia (aumento de massa muscular), mas pode complementar um plano de treino equilibrado. Podemos realizar o treino cardiovascular no dia de “pausa”, e utilizar métodos de treino intervalados de curta duração que podem apoiar os sistemas anabólicos.

10 - Se fizer muita musculação perco flexibilidade.
A flexibilidade é uma capacidade física que se pode (e deve) treinar integrado num plano de musculação normal, até porque o treino de flexibilidade é um dos estímulos mais importantes no aumento da massa muscular (ao aumentarem o comprimento também aumentam a massa total). Por essa razão não descure os alongamentos e o treino da flexibilidade quando faz musculação.

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11 - Para perder a gordura dos braços tenho de treinar muito os braços.
Os exercícios localizados não recorrem à gordura localizada. O corpo utiliza a gordura como um armazém de energia que só recorre em caso de necessidade. Primeiro o músculo utiliza os açúcares que tem de reserva e quando estes se esgotam, solicita energia ao sistema, que vai buscar em todas as regiões do corpo (definido geneticamente) sem ser muito específico. Por exemplo, podemos exercitar as pernas e perder gordura abdominal.

12 - Se treinar em jejum perco mais peso.
Treinar com as reservas de glicogénio (açucares) baixas, pode estimular a “queima” de gordura mais cedo durante o treino, mas as consequências podem ser graves. Dado que o nosso cérebro apenas consome açucares, vamos obrigar o corpo a produzir corpos cetónicos para alimentar o sistema nervoso e isso pode trazer alguns problemas de saúde. Pesando os benefícios, era necessário um ano de treino em jejum comparado com o treino pós prandial (a seguir à refeição), para ter uma diferença de -1 kg. Será que esse kilo vale os riscos de saúde?

13 - Começo o treino com alongamentos para preparar os músculos para o treino de força.
Os alongamentos estáticos realizados antes, não têm efeitos positivos no treino de força. Vários estudos apontam até, uma redução da performance quando os realizamos antes de uma tarefa de força. Antes do treino de força devemos sempre realizar um aquecimento que pode incluir alongamentos dinâmicos para preparar as articulações e músculos para a tarefa que vão realizar.

14 - Treino com muita roupa para perder peso.
O facto de utilizar mais roupa só dificulta a tarefa do corpo em regular a temperatura, e a maneira que o nosso corpo tem para baixar a temperatura é a transpiração. Realmente transpiramos mais quando treinamos com mais roupa, mas isso só representa uma maior desidratação que é reposto assim que ingerirmos líquidos. Em termos calóricos e perda real de gordura, esta estratégia é irrelevante, senão perjudicial, por causar uma baixa da performance por desidratação.

15 - Os exercícios para idosos têm de ser sempre leves.
Os idosos nem sempre têm patologias e a sarcopénia (perda de massa muscular) e a osteopénia (perda de massa óssea), condições que aparecem com a idade, podem ser evitadas ou melhoradas com exercícios de hipertrofia (com cargas pesadas) e exercícios com impacto (como correr e saltar). Também a perda dos reflexos e a lentidão do tempo de reacção que leva a muitos acidentes domésticos, podem ser evitados com o estímulo do sistema nervoso, através do treino de força explosiva ou força máxima. O treino de alguns idosos pode espantar muitos jovens sedentários...

Paulo Quin
Master Trainer Algés

Testemunhos:

Eduardo Pena:

"O Personal Trainer é um amigo que nos ajuda a perceber como podemos melhorar a nossa imagem e a autoestima. Treinar com um PT é a diferença entre fazermos só os exercícios de que gostamos e fazermos também aqueles que nos trazem mais benefícios de acordo com os objetivos traçados."

Claudia Morgado:

"O que me leva a treinar com PT é o compromisso e a motivação. Quanto aos benefícios, são imensos, mas destaco, o facto de poder ter treino - individualizado, à medida das minhas necessidades. Treinar com PT é treinar com um profissional em que confiamos, alguém que nos vai ajudar a melhorar a nossa performance e alcançar os nossos objectivos com disciplina e segurança."

Nota: sessão fotográfica realizada com sócios Holmes Place

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