Multivitamínicos a partir dos 40: benefícios

Será necessário começar a tomar multivitamínicos a partir dos 40 anos?

Em condições normais, através de uma dieta alimentar adequada e variada o organismo consegue obter as quantidades de micronutrientes (vitaminas e sais minerais) necessárias para um bom estado de equilíbrio. A conservação dos níveis ótimos destes elementos é fundamental para a manutenção da homeostasia e do metabolismo do organismo e ainda prevenção de doença.

No entanto, este equilíbrio raramente se verifica, consequência de diversos fatores, biológicos ou sociais, como o estilo de vida atual, a menopausa, intolerâncias alimentares, a falta de tempo, as condições económicas, o stress, a dificuldade de controlo emocional relativamente à ingestão de alimentos, o aumento do consumo de alimentos processados e industrializados, etc.

Funções:
Vitamina D - É essencial para a absorção de cálcio e fósforo (estando relacionada com a formação dos dentes e dos ossos), para o movimento muscular, para a transmissão de mensagens nos neurónios, para a produção de insulina e para o sistema imunitário. É usada na prevenção da osteoporose.

Vitamina C - É um potente antioxidante. Necessária para a produção de colagénio (fundamental para a cicatrização) e de outros constituintes orgânicos dos ossos, dentes e cabelo. Auxilia no controlo da flacidez, da celulite e possui também efeitos lipolíticos. É necessária para a normal função de certas enzimas, para o metabolismo de ácido fólico, da histamina, da fenilalanina, do triptofano e da tirosina.

Ácido Fólico (Vitamina B9) - Está envolvido na síntese de bases de Ácido Desoxirribonucleico (ADN) e no metabolismo de aminoácidos necessários para o crescimento de novas células. Previne doenças neurodegenerativas (perda de memória, doença de Alzheimer, etc.) e depressão. É muito importante na gravidez para a prevenção de defeitos no tubo neuronal.

vitaminas

Cálcio – 99% encontra-se no esqueleto e tem um papel fundamental nos ossos e nos dentes. Aumenta a densidade óssea, é essencial para a estrutura celular, coagulação do sangue, contração muscular, transmissão nervosa, ativação enzimática e função hormonal.

Selénio - É parte integrante de certas enzimas antioxidantes e diminui a necessidade orgânica de vitamina E e vice-versa. Apresenta propriedades preventivas de certos cancros e de doenças cardiovasculares.

Iodo - É um componente essencial das hormonas tiroxina e triiodotironina da tiroide.


Apesar de serem produtos de venda livre, não se pode inferir que são produtos livres de complicações pois nem tudo o que é natural é bom e desprovido de risco. Mesmo as vitaminas e minerais que se podem obter naturalmente da dieta alimentar, podem causar efeitos adversos e representar um perigo para a saúde sendo necessário que o consumidor tenha conhecimento dos riscos subjacentes na má prática.

Existe uma grande controvérsia quanto ao uso dos multivitamínicos. Muitos investigadores são contra o seu uso, dizendo que são ineficientes ou não são necessários, e outros dizem que são essenciais para qualquer pessoa. A ideia chave é o bom senso.

Os suplementos não são substitutos de uma dieta alimentar saudável e equilibrada. A prática de uma alimentação que inclua uma grande variedade de fruta, hortícolas, cereais completos, quantidades adequadas de proteína e gorduras saudáveis fornece geralmente todos os nutrientes necessários à boa saúde.

Conclusão
Os multivitamínicos ou outro tipo de suplemento alimentar devem ser utilizados com o objetivo de melhorar o estado de saúde geral ou algum problema específico, sendo um auxílio na reposição do estado de saúde geral, na prevenção e no tratamento de doenças.
Como se pode deduzir da sua definição, um suplemento não cura e não previne problemas de saúde, mas pode servir como um complemento. Eles não são inócuos e é importante que as pessoas tenham uma correta informação sobre os riscos e benefícios destes produtos.

As mensagens chave são: praticar uma dieta alimentar saudável e equilibrada, ler atentamente os rótulos dos suplementos alimentares e dos alimentos fortificados e evitar consumir doses que excedam as doses diárias recomendadas. Em caso de dúvida, procure aconselhar-se com um Nutricionista ou um médico antes de escolher tomar um suplemento alimentar.


Referências Bibliográficas:
Estudo do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, feito em colaboração com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)
Roman Viñas B, e tal, Projected prevalence of inadequate nutrient intakes in Europe, 2011
Barbara Troesch et alDietary surveys indicate vitamin intakes below recommendations are common in representative Western countries, 2012
António Felício, Consumo de suplementos alimentares em Portugal – Estudo desenvolvido para a ASAE, ISEG, 2006
Otten JJ, Hellwig JP, Meyers LD (editors). Dietary Reference Intakes: The Essential Guide to Nutrient Requirements . Washington, DC: The National Academies Press. 2006.
2015–2020 Dietary Guidelines for Americans . 8th Edition. December 2015.
Susana Barros
Nutricionista Holmes Place Algés

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